Intricate

Uma espécie de blog de inpiração.

  1. Amor é

    robertogamitwo:

    A memória é tudo aquilo que não permanece: que esvoaça para longe do olhar; e do coração, ainda que – numa velocidade completamente diferente – também se distancie e deixe de nos pertencer. Nada é realmente nosso, tudo é emprestado, até as memórias. A veracidade desse sentir dita o tempo de vida dessa lembrança, e muitas das vezes – o nosso. Memórias marcantes – sejam boas ou menos boas – são aquelas que não nos abandonam. Viver por amor é a única maneira de viver. Amor só o é, se for incondicional, pois o amor é assim – incondicional, inquestionável e por conseguinte impraticável.
    É impossível a um Homem, seja que Homem for, amar incondicionalmente, amar é ser perfeito; e nós somos um amontoado de erros. Faz-se o que se pode; para amar incondicionalmente teríamos que abdicar das nossas fraquezas, medos, e tudo aquilo que resulta da fricção do viver com a realidade. Com isso não seríamos homens, seríamos Deuses. Ser Deus é ser amor. Nós, somos apenas e só um protótipo de um Deus, feitos à Sua imagem, ainda que, por sorte ou azar, não se tenham preocupado muito com os acabamentos. Nós não somos amor, nós queremos amor.  


    A definição de amor é mudável de pessoa para pessoa; convenhamos, esta é a acepção mais confortável que existe quando se quer esclarecer algo. A ficaríamos por aqui, se o conforto fosse a minha zona de conforto. Na verdade, suspeito que é o desconforto que traz a procura e o amor. Cada um de nós é um batalhão de personalidades, que a idade, com o auxílio do tempo, está incumbida de ordenar. (a idade é o ponto, e o tempo é o antes e depois) Somos sempre diferentes. Neste mundo que nunca é igual, a definição do amor… muda. Será que muda?  


    Muda. Já não há espaço nem tempo para amar. Amar é descobrir, para descobrir é preciso tempo. Amar é quando o tempo e o espaço se interpenetram para formar algo menor, em dimensões (o espaço e o tempo coincidem quando há amor; os corpos daqueles que se amam passam a ser o referencial de uma nova vida); mas com um significado infinitamente maior.
    É por esta razão que se diz que o tempo pára quando estamos ao pé da pessoa amada; e não interessa onde estamos, o que interessa é com quem estamos. As definições de tempo e de espaço deixam de fazer sentido quando descobrimos o amor.
    O amor está nos antípodas da orientação. Estou a hiperbolizar, é claro que o amor é orientação, o amor é isto – exagero, incoerência e fantasia. Alguém possuído pelo amor, esse tão metamórfico sentimento, é alguém que está a ser regido por novas forças. O frio e o calor são as novas distâncias das pessoas que saboreiam a iguaria amor. O longe é o frio, o calor é o perto. Amar é ser governado pelas temperaturas da alma e do subserviente corpo. Deixar de amar é quando deixas de querer saber do frio e do calor, e te deixas seduzir pelo tão banal cima-baixo, direita-esquerda, frente-trás. Este sistema é óptimo: para animais, objectos, mas para seres humanos é tosco, obsoleto e sem valor. Nós somos o frio e o calor de alguém que nos procura.

    O amor pode vir em forma de pessoa, ou pode ser ainda um querer antropomorfizado: a que os intelectuais chamam – e erradamente – de paixão. A escrita, ou qualquer forma de arte, tem laivos de paixão, de amor. Ainda assim, não podem, nem devem ser comparáveis. A escrita, ou outra qualquer forma de depositar humanidade, seja qual for o suporte é, quase sempre, unidireccional. Ainda que se diga que é uma libertação. A escrita não é libertadora, tomo-a mais, isso sim, como uma escravidão intermitente. Prendo-me para me poder libertar, este é o ciclo vicioso da escrita. Uma escrita digna desse nome é quando há partilha de sonhos e angústias: em formas de metáforas mais ou menos subtis, mas nunca será um amor. Não há troca. Eu preciso da escrita para me manter quente e não frio, mas a escrita não precisa de mim, sou prescindível, se não for eu, haverá outros, e tantos outros que há. Este “amor, “esta paixão” nunca poderá chegar ao nível do amor-dos-homens. A não ser que abrace a loucura e aí, tudo o que penso como coerente, deixaria de o ser. E aí seria amor: se estou quente quero estar frio, se estou frio quero estar quente. 

    - Roberto Gamito

  2. Roberto Gamito: Comboio #1

    robertogamitwo:

    Sem que me desse conta, tornei-me num assíduo e convicto passageiro de comboio; também já andei de comboio, devem estar a pensar vocês. Primeiro, ou desfrutam do transporte que é o comboio – ou deste texto que tem tanto de espectacular como de de inútil –, ou se é para faltar ao respeito a…

  3. Por mais que procures o caminho ele será sempre o mesmo. Para dentro, nunca para fora. A situação que não acontece, a alma que esmorece e o piano que continua tocando. Nunca serás grande pianista, haverá melodias que nunca conseguirás tocar, pessoas que nunca conseguiras comover, tons que te passarão ao lado. A procura doentia por algo por alguns, ou a desistência pacífica da maioria. De que lado

    queres estar? Faço perguntas, perguntas são sempre mais duradoiras que as respostas. Troco-te por um nada, à espera de um tudo tardio. A verdadeira sapiência vem uns segundos antes da morte, quero resgata-la. Quero conversar, quero saber o que ela pensa de mim. Nunca dizemos o que pensamos de nós. Somos uns metamorfos oportunistas, à procura da melhor oportunidade para não ser. É por isso que procuramos tanto por nós, passamos uma vida a não ser quem gostaríamos de ser. Culpamos tudo, criámos outros eus, só para poder ter mais culpados. Aquele que não consegue assumir a própria culpa nunca descobrirá o prazer de ser perdoado. Vivemos numa angústia de ser quem não queremos ser. No entretanto perdemos a capacidade de nos deslumbrar. O único a acontecer em frente de olhares que só vêem a banalidade. Ninguém vê, apenas acontece. Sou único, eu não vivo, apenas aconteço. Os outros que me olhem.

  4. Ainda bem que sou heterossexual, sou péssimo em trabalhos de sopro.

  5. Um amanhã tardio. Uma esperança aquecida vezes demais. Um abraço que não aconteceu.  Desisto de me conhecer. A dúvida é suspeita, o suspeito é a dúvida. Continuo à espera, apesar de a partida ser coisa do passado.  Sou o bicho. Sou a seda. Uma sensibilidade bruta que tece os mais estranhos pesadelos. O sonho partiu. A amargura ficou. A escrita serve-me. O amor permanece igual a si próprio. Bonito, gigante intocável, utópico, só existe realmente para aqueles que não o possuem. Escrevo com lágrimas, apago com sangue. Vida que me consome, a vida é o mais subtil dos parasitas. Suga-nos até não restar nada.  Faço contas sem contar com nada.  Um mar que desagua no imaginário. O meu rosto é a sua nascente.

    Amor instantâneo não fotografado. Um coração desinteressado na vida.  Escuro demais para existir alguma luz. Ainda assim amo. Às escondidas. 
    Toco-te sem te tocar, toco-te com o olhar, o teu corpo é o meu leito. 
    Este existir intermitente, umas vezes vives, outras vezes duvidas. 

    Deixa-me traçar a rota para o teu coração.  Segreda-me o nosso destino. Beija o meu coração.  Soletra a palavra amor.  

    O teu corpo é um piano à espera de ser tocado.  Sempre gostei de boa música.
    A sinfonia duma vida sem sentido começa e acaba da mesma maneira. Com silêncio.

  6. Separei-me da minha namorada. Ela não me dava espaço, estava a ficar sufocado.

  7. Só namoro com mulheres feias, tenho alergia a gatas.

  8. Sabor de…

    Poeira que assenta

    Coração que morre

    Vivo de dia,choro de noite

    Um corpo tentado por toques falsos

    Nunca fui muito mais que um fantoche

    É o vazio que me acorda todos os dias

    Pedaços de alma,não me resta mais.

    Coração que se assemelha a um salão de dança vazio.

    Gostava de acordar outra vez

    Ambiciono ter aquele instante eterno de novo

    De quando te vi pela primeira vez

    Quimeras de desejo, num corpo que já não me pertence

    A voz ensanguentada diz o que sempre disse

    O fim está sempre mais perto do que longe

    Tenho demasiado cantos dentro de mim, onde posso sofrer

    Um mar de dúvidas cheio de maus afluentes

    As memórias existem para nos atormentar

    E assim, acabo como comecei,sem nada.

  9. "Um amor é um chacal, come-nos quando menos esperamos."
    Roberto Gamito
  10. "Quando nos desiludimos, é sempre a dobrar.Com a pessoa e sobretudo com nós próprios."
    Roberto Gamito
  11. "Eu até vos dava um conselho,mas por vezes sinto que ainda não aprendi nada."
    Roberto Gamito
  12. ESCRIAR #55 - BANALIDADES #45

    Pensei, só aqui estou a inovar. Estou cansado, já devia estar a dormir, tenho o meu pequeno cérebro em gestão de esforço, e o que decidi fazer ? Escrever bacoradas em latim. Só não o faço porque latim é uma língua morta, e o bacorinho que eu tenho aqui ao lado está bem vivaço. Esta coisa do nonsense é do caraças, podemos estar bêbados, estúpidos, ou as duas coisas, e dizer o que demais estúpido a humanidade conheceu, agora se rotularmos de humor, a coisa dá-se, e normalmente passa como inteligente. A estupidez humana é uma coisa fantástica não é ? Estava a pensar no seguinte, será que a Sónia Brazão tinha uma televisão na casa de Banho? Não estaria ela ver o Hell’s Kitchen ? Será que o futuro da Sónia é fazer anúncios para acendalhas ? Será que um frango assado se ri na cara da Sónia ? Será que podia ter ficado um pouco mais tempo, parece que não ficou totalmente assada ?  Toda uma miríade de coisas que um chefe de um restaurante daqueles que aparece na Time Out gostaria de ver respondido, enquanto isso, vou por a mesa.

    Só quero dizer uma coisa engraçada que ouvi hoje na rua, da boca de uma brasileira, e espero que aqui faça sentido. Há três anos atrás, sentia-me mais nova. Acho que continua a não fazer. Se calhar o sentido perde-se quando se traduz de Zuca, para Português. Não vejo a hora do acordo ortográfico me violar por trás, assim este tipo de coisas devem ficar esclarecidas. Uma dúvida, com o acordo, assinamos algum contracto para ficarmos mais parvos, para nos entendermos melhor com os brasileiros ?

    Porquê é que existe um número gigantesco de estrelas, e a nós tinha-nos de calhar logo uma anã?  Eu acho que é uma puta de sorte nós existirmos, se foi por Deus deve ter sido algo do género. Foda-se entornei a sopa, merda os humanos estão aí a rebentar, vou mandar um dilúvio a ver se os fodo. Isto é humor do bom, mas precisa de ser explicado temos o trocadilho da “sopa” e temos o dilúvio. Se calhar isto nem é humor, é parvoice mal catalogada. Fiquem a pensar no assunto e depois mandem-me um telegrama.

    Eu ainda não me esqueci, tenho que cumprimentar o meu invisível público, que só não puxa fogo a Portugal, porque só se dá na água. Digo-vos vocês são do mais querido que há, faltar a um gang bang, só para me poderem ouvir e sentir. Vamo-nos acariciar mutuamente, como forma de respeito ? Enquanto eu fumo um cachimbo da paz e espero que o gás que ficou ligado não rebente com a internet toda ? Vamos ? Ou ficamos a ouvir um dia inteiro as músicas do Avô cantigas, que para quem não sabe a banda sonora de um acto de pedofilia. Então está bem, quero que me prestem atenção e que para a próxima me apareçam com um nó na gravata como deve ser. Se não digo-vos já, nem precisam mais de cá por os pés, não são bem-vindos.

    Este Portugal espectacular e que brilha quando faz sol, e se despe à noite e se vende como aquelas raparigas do Martim Moniz, está à beira do precipício, O que se faz nessas alturas? Empurra-se, porque Portugal é um rapazinho que outrora foi menina ( Lusitânia) dá-se bem em queda livre. Ora se somos um país que já mudou de sexo, ainda nem se sabia quem era a Filipa a filha do Néné, então não sei como é que podemos solucionar este puzzle. Parece que é um sudoku, mas só que sem números, e sem quadrados. A única maneira de dar a volta a isto, é encomendar um marmoto, ou um tsunami, para a linha de Cascais, e afundar o País. Depois podemos dizer que somos a Atlântida, e cobramos as viagens a peso de ouro. Era sair da crise, enquanto o diabo esfrega o olho. Esta expressão é engraçada, contudo perdeu a graça quando descobri que existia mais de dois olhos. Era ou não era porreiro, peixe fresco pelo menos não faltava, e já não era preciso pagar para ir ao oceanário, isto sim é sair da crise, tendo como solução o afogamento.

    Outra coisa, o Angélico morreu. Mas não está na paz dos Anjos. É o que dá pertencer aos D’zrt.

    O SCP esse grande clube ao qual eu pertenço mas nem tenho cartão de sócio, que é para não estar a alimentar animais. Eu esta semana fui ao Zoo, calma estou a ser coerente, não se venham já. E vi a jaula dos Leões, e vi que estavam muito parados, aliás passaram-se horas e vi-os sempre na mesma posição. Eu não me quero armar em vidente, mas se  um Leão que está sozinho com mais umas 6 leoas está quietinho…Então que futuro terá o meu Sporting, onde nos 90 minutos, não há 1 minuto de sexo. Nem masturbação, sem contar com o balneário. O futuro não me parece risonho, eu tenho paciência, agora resta saber se ela dura até Domingo.

    Eu não costumo falar de futebol, é sempre aquele tema perigoso de falar, mais vale falar de pedofilia, e de pais natal que estão desempregados, do que falar de futebol. Mas já me mutilei ao falar do meu clube, tenho o direito de falar dos outros.

    Ok eu disse que ia falar de futebol, não faz sentido, mas não sabia onde colocar o tema Benfica, achei que no talho, não vende. Assim sendo, é na categoria do futebol, por favor, coisa que um Benfica está bem habituado. Para quem não se apercebeu, eu não costumo escrever Benfica com maiúscula, mas epá, a época está a começar e dou-lhe o benefício da dúvida. Só peço para dizerem ao Jesus esse filho de Deus, que vá assistir às aulas da 1ª classe de Português, era uma mais valia enorme. E a seguir já podia tirar uma licenciatura, o Sócrates já lhe indicou bons sitios para tal.

    O Porto, não vou falar nada, porque tenho medo me sabotem o blog, mas se me pagarem uma ida a um bar de alterne, e um jantar com duas holandesas, só tenho a dizer bem do clube.

    Hoje alongamo-nos mais um pouco, e nem foi preciso usar aparelho, sinto que muitas das coisas não foram entendidas, até por mim, mas eu tenho desculpa estou cansado. Agora vocês que só trabalham de noite, e ainda estão fresquinhos é que eu não entendo. Agora levam com uma rocha metamórfica na cabeça, para ver se mudam de personalidade que assim já me provoca azia.

    Ainda assim, beijo nas vossos sanguíneos, é a frase preferida de um vampiro meu amigo.

  13. ESCRIAR #52 - BANALIDADES #42

    Este público já não me causa erecção. É demasiado puxado para começar um post, mas isto é a rede. Pessoas virtuais, coisas feias que se tornam bonitas, e pornografia a magote. Já repararam que o pessoal mete tudo no google porque não se lembra dos endereços, mas os sites de pornografia já sabem de cor. Isto leva-nos para outro nível de raciocínio, o tamanho da cabeça, nada tem que ver com a inteligência. Isto ficou demasiado dúbio. Não ficou nada, porque quem me tomam. 

    Hoje para vos cumprimentar, vamos dançar, comer-nos meio vestidos, ao som de uma música do Tony Carreira. Era algo que eu estava para experimentar já algum tempo, e já que estamos numa de prevaricar , vamos a isso. Música.

    Já há algum tempo que não publicava nada de cariz humorístico, ou pelo menos com extractos, eu tenho-o feito, mas não tenho publicado, sei que a nossa relação é aberta, e ainda não temos que dar satisfações, mas tenho-o feito,não tenho publicado porque estou a preparar uma coisinha engraçada. Eu prometo-vos dar com aquele vigor habitual, para que fiquem com queimaduras de 3º grau, tamanha é a potência da cena. Vão parecer a Sónia Brazão, só que mal passada. Em sangue. Se calhar já parava, mas não, vou continuar, estou a sentir o beat, apesar do silêncio que está. 

    Bem isto já chegou o verão, parece-me que este verão é estagiário, ainda não sabe muito bem o que tem que fazer. Eu também não tenho grande experiência em ser estação do ano, mas pelo que me tenho apercebido, é só uma coisa, fazer calor. Se calhar este verão é uma gaja, só assim se explica isto andar tudo trocado. 

    Verão, tempo onde se tem uma palhinha entre dois lábios húmidos, onde a bebida fresca é rainha, o álcool é o rei, e eu sou o Clero, acima de todos sem distinção. Onde se come gelados de todos os feitios frescos ou de outras temperaturas, onde se espalha coisas pelo corpo, onde os croquetes adquirem tamanho humano, e onde os gays ficam ainda mais gays. Dá-lhe verão, rebenta com esta merda, mete-me na guest que eu ajudo-te a mandar esta merda abaixo. Isto está entrar numa estranheza pouco digna, se calhar vamos respirar, não façam a porcaria toda de uma vez, o verão não acaba amanhã.

    Senti que faz falta um separador, daqueles que separam dois temas, um do outro, que que a transição seja percebida e talvez menos brusca. Ou seja, separava coisas que de outra maneira estariam juntas. Isto deve ter sido o maior destaque que um separador alguma vez já teve. Que estupidez está aqui armada, nem sei se ainda tenho vontade de passar para o tema seguinte, mas se o fizesse o separador ficava sem efeito. De que serve um separador se não existe nada depois…

    Vamos lá controlar esse nível de estupidez no sangue, vamos virar o frango para o outro lado para não queimar, e eu quero o peixe sem muito azeite. A sorte é que está um dia ameno.

    Não sei se vos acontece a mesma coisa, mas sempre que dão 10€ para trocar por notas, dão-vos sempre duas notas de 5€. Já pensaram nisso ?

    Eu por vezes sinto que faz falta, uma rolote de bifanas no meio da rotunda do Marquês, era o resolver de uma miríade de problemas, podiamos comer , tínhamos maneira de passar o tempo, conversar com o senhor das bifanas, era espectacular, melhor ainda era fazer um centro comercial na rotunda, mas isso ficará para depois, vamos começar por baixo desta vez.

    Despeço-me dizendo que vos amo, como um leopardo ama um antílope, esse bichinho que é o leopardo, leva o antílope para cima de uma árvore para poder comê-lo à vontade. Faço o mesmo com vocês todos, como-vos em cima da árvore, e com esta bela visão me despeço, beijo no vosso anão de Jardim.

    Está viciado na emoção, mas deixei-me disso, sou um usuário de vernáculo. Que se fodam todos bem fodidos.

  14. É agora

    Não vos posso dizer como viver uma vida, pois eu não sei se sei viver a minha. O que eu posso aproveitar do pouco que sei,é dizer: sejam intensos. Dêem tudo, não deixem nada por dizer, nem por fazer. Dêem tudo aos vossos amigos, amores, aos vossos sonhos. Puxem por vocês quando pensarem que já deram tudo, há sempre mais alguma coisa por dar. O limite é sempre mais além. Não se acomodem com o que têm, com o que sentem, queiram sempre mais, a não ser que sejam felizes. Sejam sinceros, nunca mintam, sobretudo a vocês próprios. É uma traição que nunca vão conseguir perdoar. Sejam intensos na vossa maneira de falar, mostrem a chama, mostrem vontade, brilhem, sejam brilhantes. Sejam crianças, não coloquem barreiras, ultrapassem as que vos colocam à frente. Sorriam, ainda que o momento que não seja para isso. Chorem se não aguentarem o sofrimento, pode não ajudar, mas sempre ajuda a diluir a tristeza. Falem com outros, com todos, toda a gente tem algo para dizer. Falem, mas ouçam mais ainda. Diz o que te vai na alma. Encontra a tua cara metade, para lhe dizeres à noite o sol pôs-se mas eu tenho aqui ao meu lado a estrela mais brilhante. Ama sem pudores. Sê.

  15. Escriar #50 - Banalidades #40

    Olá. Não ouço reacção desse lado. Tu queres ver que perdi o meu público? Onde é que é a secção de perdidos e achados da internet? Tenho que lá ir. Não sei se resolve algo, mas pelo menos tira-me um peso de cima. Ouvi uns sons, será que é o meu público ? Acho que fui eu que larguei um pum. Por vezes confundo público com pums. Os pums cheiram um pouco melhor. De resto é tudo gente boa.

    Eu senti que muitos de vós já andavam a suplementos de vitamina D, porque não tinham tempo para apanhar sol, e que já vos faltava aquelas piadinhas suculentas que só eu vos posso oferecer a um preço abaixo do que é praticado no mercado. Estou certo ou o Futre é que estava? Ou estamos os dois a dançar todos nus a Macarena ? Ou isso ou ver dois esquimós todos nus com um fio dental na cabeça a acasalar com um urso branco.  Coisa fofas, agora que vos dei um aroma da minha parvoíce, posso meter um pouco mais ? É que ainda está muito de fora. O que está de fora ? Utilizando a sabedoria de alguém que só não tem barbas porque não está moda, não querendo adiantar nomes, é a Lili Caneças. Podemos dizer que o que não está dentro, está fora.O pessoal que se urinou todo a ouvir a piada, e urinou uma segunda vez depois de ouvir o nome Lili Caneças. Peço que para a próxima tragam um penico. É que eu não vou limpar, as casas são vossas, as mulheres são vossas, o chichi é vosso, a parvoice é minha. Para a próxima vez que pensarem urinar, só porque sim, pensem onde estão. Pode ser?

    O FMI já anda por ai, antes dava-mos o corpo em troca de dinheiro, agora vamos  fazer de graça. Já o sentem dorido ? Pois não, já está calejado ? Não fazem ideia do que estou a falar? Então tirem o dildo do cu, que é para prestarem atenção ao que eu digo. É de muito mau tom estar a falar de economia de um país que é nosso e de mais uns quantos bandidos, e vocês terem um objecto em forma de pénis no orificio que deviam usar no sentido contrário, o de evacuar. E não o de penetrar. Se não vos ensinaram isso, eu chamo já o Bibi, e ele diz como é que se faz.

    ( Pausa patrocinada pelos Chineses)

    Há coisas que me fazem confusão, uma é como é que uma pessoa descobre que gosta de fazer transformismo, a outra é como o Sócrates não levou uma maça na boca e o deixam assar em lume brando que é para não torriscar. O que eu fazia com os deputados, eram corta-los todos em pecadinhos com uma moto-serra. Para isso tinha que levar plásticos, para a assembleia não ficar a parecer um talho, é um pouco falta de chá, as cadeiras ficarem com gotas de sangue. Deixa-los a secar, e depois usar como cavaquinhas para a aquecer a casa no inverno. Era dar-lhe um uso que nunca tiveram. Isto tem sentido? Claro que tem, já não via algo com tanto sentido, como organizar uma excursão de nudistas, para irem a Milão ver um desfile de Moda. Há coisas que fazem sentido e esta é uma delas. Agora perguntam-me com os dois pés atrás, ficando de tal maneira desequilibrados que bateram com os dentes no chão, tu hoje estás um nadinha mais parvo, não estás ó Roberto. Adoro-vos, apesar de me dar vontade de vos cuspir para os olhos, se isto fosse rádio mudava de frequência para uma mais baixa, não vá isto provocar outro sismo.

    Gostaram não gostaram ? Estão sorridentes e com as nádegas a responder positivamente. Deixem-se estar nessa posição que já agora servem-se outras pessoas, não preciso ir sujar outro prato. Onde comem um, comem dois.

    Foi porco não fui? Oink? Assim dá gosto, levaram, gostaram e calaram. Por hoje, é tudo que as minhas damas já estão a querer acasalar com a Rainha branca, e tenho que separar antes que o Bispo veja, e lhe dê vontade de comer os peões. Beijo na vosso interior, que é mais bonito que o vosso exterior, pelo que me contaram.

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